Neuroplasticidade mostra que dá para “malhar” o cérebro como o resto do corpo
DrauzioCast – No episódio #258, especialistas alertam que o bombardeio de vídeos curtos e ferramentas de inteligência artificial vem minando raciocínio, memória e atenção, fenômeno apelidado de brain rot. A boa notícia: com estimulação cognitiva adequada, é possível reverter essa curva de queda e proteger a performance mental em treinos, estudos e trabalho.
- Em resumo: A prática regular de exercícios para o cérebro acelera a neuroplasticidade e reduz o risco de ansiedade e depressão.
- Vale destacar: O bate-papo reúne a neurologista Sônia Brucki (HC-USP) e Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera Estimulação Cognitiva.
O que é, afinal, a estimulação cognitiva?
Baseada em tarefas que desafiam memória, linguagem, atenção e funções executivas, a técnica explora a capacidade do cérebro de criar novas conexões sinápticas. Segundo a dra. Brucki, “quanto mais variado o estímulo, maior o ganho nas esferas cognitivas”. Materiais lúdicos, apps de treino cerebral e até jogos de tabuleiro entram no protocolo. A abordagem já é recomendada por especialistas internacionais; o MedlinePlus, portal da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, classifica o exercício mental como estratégia comprovada para retardar declínio cognitivo.
“Estimular o cérebro é tão essencial quanto mover o corpo; ambos previnem perda de função ao longo dos anos”, reforça dra. Sônia Brucki durante o programa.
Benefícios práticos para quem treina e para a rotina acelerada
Do ponto de vista de performance, manter atenção firme e tempo de reação rápido faz diferença em provas de endurance, séries intensas de força e esportes de quadra. Há ainda impactos na qualidade de sono, gerenciamento de estresse e aderência ao plano de treino — fatores críticos para evolução física. Para quem passa horas diante de telas, exercícios cognitivos diários funcionam como “alongamento mental”, reduzindo fadiga e melhorando a retenção de informação.
A neurologista também lembra que bons hábitos potencializam o resultado: atividade física regular, dieta anti-inflamatória, socialização e controle de tempo online formam o pacote completo de proteção cerebral. Já Bárbara Perpétuo destaca que sessões curtas de 15 a 20 minutos, três vezes por semana, costumam gerar ganhos perceptíveis em cerca de dois meses.
O que você acha? Treinar o cérebro deveria entrar no seu cronograma de periodização junto com musculação e cardio? Para mais conteúdos sobre prevenção e bem-estar, visite nossa editoria de Saúde e Recuperação.
Crédito da imagem: Divulgação / Supera Estimulação Cognitiva