Saúde intestinal: por que ela impacta imunidade e humor

Saúde intestinal é muito mais do que digestão: pesquisas recentes demonstram que um intestino equilibrado influencia diretamente nossa imunidade, produção de neurotransmissores e até o controle do estresse.

Intestino, o “segundo cérebro” do corpo

Estudos publicados em periódicos como Frontiers in Immunology e Nutrients detalham o eixo intestino-cérebro, rede de comunicação que liga neurônios, hormônios e substâncias liberadas pelas bactérias intestinais. Cerca de 90% da serotonina — neurotransmissor associado ao bem-estar — é sintetizada no trato intestinal. Quando ocorre disbiose (desequilíbrio da microbiota), sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço tendem a aparecer.

Escudo contra vírus e inflamações

Mais de 70% das células de defesa residem na mucosa intestinal. Uma flora diversificada atua como “treinadora” do sistema imunológico, ajudando o corpo a reagir melhor a vírus e inflamações. Já o desequilíbrio aumenta a permeabilidade intestinal, facilitando a entrada de toxinas na corrente sanguínea e comprometendo desde a qualidade do sono até a aparência da pele.

Fibras, sono e gestão de estresse: a tríade essencial

Manter o intestino saudável não depende apenas de probióticos. Segundo a nutricionista Carla Fiorillo, uma dieta rica em fibras, frutas, legumes e alimentos fermentados, somada a hidratação adequada, sono reparador e técnicas de manejo do estresse, favorece uma microbiota diversa. Pequenas mudanças, como incluir 25 g de fibras diárias e reduzir ultraprocessados, já melhoram disposição e absorção de micronutrientes.

Impacto na performance esportiva

Para praticantes de musculação e atletas amadores, a saúde intestinal é decisiva. Um intestino eficiente otimiza a absorção de proteínas, carboidratos e minerais fundamentais para hipertrofia e recuperação muscular. Além disso, a melhora na função imune reduz o tempo parado por doenças sazonais.

Quando buscar ajuda profissional?

Sinais persistentes de disbiose — constipação, gases excessivos, queda de cabelo ou mudanças repentinas de humor — exigem avaliação de nutricionista ou gastroenterologista. Guias oficiais, como o publicado pelo Ministério da Saúde, reforçam a importância de acompanhamento especializado para ajustes dietéticos e, se necessário, suplementação personalizada.

Cuidar do “segundo cérebro” é investir em energia, imunidade e equilíbrio emocional. Para saber mais sobre estratégias de bem-estar e recuperação, visite nossa editoria de Saúde, Bem-Estar e Recuperação e continue evoluindo nos treinos.

Crédito da imagem: Adobe Stock Fonte: Adobe Stock

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