Mitos sobre proteína: o que a ciência diz em 2024

Mitos sobre proteína continuam circulando nas academias, mas as pesquisas mais recentes trazem dados claros sobre quantidade, horário e segurança do consumo proteico.

Quanto de proteína seu corpo realmente precisa

A Organização Mundial da Saúde recomenda 0,8 g por kg de peso para adultos sedentários, mas estudos de 2018 indicam que praticantes de musculação maximizam a hipertrofia com cerca de 1,6 g/kg/dia. Acima de 2 g/kg, o organismo passa a usar parte desses aminoácidos como energia, sem ganhos extras de massa muscular. Já ingestões de até 4 g/kg, em indivíduos saudáveis, não mostraram danos renais em ensaios de 12 meses.

Absorção por refeição: adeus ao limite de 30 g

O corpo absorve toda a proteína ingerida; o que muda é a proporção destinada à síntese muscular. Ensaios controlados registraram aumento de até 20 % nessa síntese quando voluntários consumiram 40 g de whey em vez de 20 g. Dividir o total diário em duas ou três refeições favorece a digestão e reduz desconfortos gastrointestinais, mas não é regra fixa.

Janela anabólica é mais longa do que se pensava

Evidências recentes mostram que a chamada “janela anabólica” se estende por 4 a 6 horas após o treino, tornando irrelevante a pressa em tomar o shake ainda no vestiário. Ingerir proteína antes ou depois da sessão gera resultados semelhantes em força e hipertrofia.

Proteína vegetal também constrói músculos

A leucina, aminoácido gatilho do crescimento muscular, é duas vezes mais abundante em fontes animais, porém combinações de arroz, ervilha ou soja conseguem igualar esse efeito se o praticante elevar a ingestão total em 20 %. Para veganos, investir em proteínas isoladas de ervilha ou arroz garante praticidade e perfil completo de aminoácidos.

Consumo elevado x saúde renal

Investigações com atletas ingerindo até 4 g/kg/dia não registraram alterações em marcadores renais, desde que a hidratação fosse adequada: cerca de 7 ml de água por grama de proteína. Pessoas com doença pré-existente nos rins, contudo, devem seguir orientação médica. O Ministério da Saúde reforça que dietas hiperproteicas exigem acompanhamento profissional (Tua Saúde).

Em resumo, mire em 1,6 g de proteína por kg de peso, distribua em poucas refeições confortáveis e escolha fontes variadas — animais ou vegetais bem combinadas. Para mais orientações sobre suplementos e alimentação esportiva, visite nossa editoria de Suplementos e Nutrição Esportiva e continue evoluindo nos treinos.

Crédito da imagem: PlexNutri Fonte: PlexNutri

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