Do anticoncepcional à menopausa, os hormônios mexem mais com os olhos do que você imagina
Alterações hormonais femininas – Nos últimos dias, especialistas alertaram que variações de estrogênio e progesterona na puberdade, durante o uso de anticoncepcionais, na gravidez e na menopausa interferem diretamente na produção de lágrima, na estrutura da córnea e na circulação da retina, elevando o risco de olho seco, visão borrada e até retinopatia diabética.
- Em resumo: oscilações hormonais desregulam a camada oleosa da lágrima, deixando a superfície ocular vulnerável.
- Vale destacar: na menopausa, a queda do estrogênio potencializa a pressão intraocular e doenças degenerativas.
Do olho seco à visão borrada: o que acontece dentro do globo ocular
Quando a produção das glândulas de Meibômio é afetada, a lágrima perde estabilidade e evapora rápido. De acordo com a biblioteca médica MedlinePlus, esse desequilíbrio desencadeia inflamação, ardor, sensação de areia e fotofobia.
“O sinal de alerta surge quando a alteração visual é intensa ou vem acompanhada de palpitações, ganho de peso ou descontrole da glicose”, explica Rodrigo Faeda Dalto, membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa.
Outro ponto crítico é a interação entre glicose e lente natural do olho. Na resistência à insulina e no diabetes, níveis altos de açúcar distorcem a lente e lesionam os vasos da retina, quadro conhecido como retinopatia diabética.
Fases de vida, treino e telas: impactos práticos para quem é ativa
Na puberdade, o “estirão” estimulado pelos hormônios acelera o alongamento do globo ocular, justificando a progressão da miopia em muitas adolescentes. Já o uso prolongado de anticoncepcionais de dose alta pode, ainda que sutilmente, aumentar a pressão ocular e afetar a circulação da retina — importante informação para quem realiza treinos de alta intensidade ou esportes de contato.
Grávidas costumam notar flutuação no grau dos óculos e menor tolerância às lentes de contato; em casos de pré-eclâmpsia, há risco adicional para a retina. Depois dos 45 anos, a queda de estrogênio e androgênios reduz a lubrificação ocular, favorece glaucoma e agrava sintomas de olho seco, o que exige acompanhamento oftalmológico regular, sobretudo para praticantes de esportes outdoor expostos a vento e luz intensa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Drauzio Varella