TDAH em adultos: sintomas, impactos e como buscar ajuda

TDAH em adultos afeta milhões de brasileiros, mas muitos ainda confundem os sintomas com simples desorganização ou falta de foco no treino e no trabalho.

Como o TDAH se manifesta depois da infância

Diferentemente do que se pensava, o transtorno não “suma” com a idade. Estudos citados pelo Ministério da Saúde mostram que 7,6 % das crianças e adolescentes de 6 a 17 anos têm o diagnóstico no Brasil, e parte significativa leva as dificuldades para a vida adulta. Entre os sinais mais comuns estão:

  • dificuldade constante de atenção e organização;
  • impulsividade em decisões, compras ou mudanças de emprego;
  • sensação de “mente acelerada”, mesmo em momentos de descanso;
  • atrasos frequentes e esquecimento de compromissos.

Sem tratamento, o impacto chega à carreira, relacionamentos e até ao rendimento nos treinos, já que seguir planilhas de periodização ou dietas se torna um desafio diário.

Por que o diagnóstico ainda demora

Muitos adultos só procuram ajuda após verem filhos ou parentes receberem o laudo. A avaliação combina entrevista clínica, questionários padronizados (como a escala ASRS) e a análise do histórico desde a infância. É preciso que os sintomas prejudiquem pelo menos duas áreas da vida – por exemplo, trabalho e estudos – para confirmar o quadro.

Estratégias de tratamento baseadas em evidências

Embora o transtorno não tenha cura, a combinação de medicação, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e ajustes na rotina traz resultados consistentes. Fármacos como metilfenidato ou lisdexanfetamina modulam neurotransmissores ligados à motivação, enquanto a TCC ensina técnicas de organização, divisão de tarefas e controle da impulsividade. Suplementos com ômega-3, magnésio e zinco podem complementar o plano de cuidado, desde que indicados por nutricionista ou médico.

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Imagem: Internet

O papel do estilo de vida

Exercícios regulares elevam naturalmente a dopamina, ajudando na concentração durante o dia. Para quem vive na academia, vale manter sessões curtas de alta intensidade ou treinos intervalados, alternados com períodos de pausa bem definidos – estratégia que respeita a necessidade de estímulos rápidos típica do TDAH.

Reconheceu alguns sinais? Procure um psiquiatra ou neurologista especializado para uma avaliação completa e recupere a performance dentro e fora do box. Para mais conteúdos sobre mente saudável e recuperação, visite nossa editoria de Saúde e Bem-Estar.

Crédito da imagem: PlexNutri Fonte: PlexNutri

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