Cardio antes ou depois do treino de força? A resposta depende do seu objetivo principal, seja hipertrofia, emagrecimento ou aumento da resistência cardiovascular.
Por que a ordem influencia no resultado
Levantar peso exige glicogênio muscular — combustível rápido derivado dos carboidratos. Quando o cardio moderado ou intenso vem antes, parte desse combustível é gasta, deixando menos energia para séries pesadas, o que pode reduzir a carga levantada e o estímulo para crescimento muscular. Além disso, a fadiga neuromuscular prejudica a técnica e eleva o risco de lesões.
Já colocar o cardio depois da musculação preserva força máxima durante os levantamentos e, com o glicogênio mais baixo, o corpo tende a usar gordura como energia no exercício aeróbico, potencializando a lipólise. Esse efeito é interessante para quem busca definição sem comprometer a massa magra.
Quando priorizar o cardio na sessão
Se o foco é melhorar o VO₂ Máx ou preparar-se para corridas e pedais longos, o cardio merece vir primeiro ou em horários/dias separados. Assim, o sistema cardiovascular recebe estímulo total, sem fadiga prévia. Um breve cardio leve (5–10 min) antes da musculação, porém, continua indicado como aquecimento: eleva temperatura corporal, lubrifica articulações e ativa a circulação.
Para iniciantes ou pessoas com tempo restrito, combinar as duas modalidades no mesmo treino é viável. A dica é moderar a intensidade: um HIIT de 20 min pós-força pode ser mais eficiente para gasto calórico do que 40 min de esteira em ritmo leve antes.
Estratégia baseada em objetivos
Hipertrofia e força: faça a musculação primeiro; mantenha o cardio curto e moderado depois ou em outro dia.
Perda de gordura: tanto faz a ordem, contanto que o déficit calórico seja mantido, mas musculação antes favorece preservação de massa magra.
Imagem: Internet
Resistência cardiovascular: cardio primeiro ou sessões separadas garantem volume e intensidade adequados.
Independentemente da escolha, a recuperação (sono, hidratação e ingestão adequada de macronutrientes) é fundamental para evitar overtraining.
Pesquisas recentes, como as destacadas pela Boa Forma, reforçam que não existe regra única, mas sim adaptações individuais conforme meta, intensidade e nível de condicionamento.
No fim das contas, observe seu rendimento, ajuste carga e duração dos aeróbios e mantenha consistência. Se notar queda de performance ou dores persistentes, reavalie a ordem ou separe os treinos em dias alternados.
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Crédito da imagem: Franca Personal Trainer
Fonte: Franca Personal Trainer