Condicionamento físico e alimentação podem frear a esteatose antes da cirrose
Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL) – Um levantamento publicado na revista The Lancet mostrou recentemente que doenças hepáticas já são a segunda maior causa de perda de anos de trabalho na Europa, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares. O sinal de alerta vale também para quem treina no Brasil: a esteatose hepática avança sem sintomas e, se não for contida, pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado.
- Em resumo: cerca de 780 pessoas morrem todos os dias na Europa por cirrose ou carcinoma hepático.
- Vale destacar: fatores como obesidade, sedentarismo, álcool e ultraprocessados elevam o risco de acúmulo de gordura no fígado.
Doença silenciosa drena anos de vida produtiva
Mesmo em estágios leves detectados por ultrassom, muitos pacientes subestimam a gravidade da gordura no fígado. Segundo a EASL, a mortalidade por câncer hepático cresceu aproximadamente 50% nos últimos 20 anos. Para entender como o quadro se instala, o órgão destaca os mesmos gatilhos das demais doenças metabólicas: sobrepeso, diabetes tipo 2, hipertensão e altos níveis de colesterol ou triglicérides. O MedlinePlus detalha a relação direta entre estilo de vida e inflamação hepática, reforçando a necessidade de prevenção precoce.
“Estejam atentos, o fígado sofre calado”, alertava o hepatologista Luiz Caetano da Silva, reforçando que a ausência de dor não significa ausência de dano.
Atividade física e perda de peso são estratégicas na reversão
A boa notícia para atletas amadores e frequentadores de academia é que o estágio inicial de esteatose costuma ser reversível. Combinar exercício regular, redução de ultraprocessados, controle glicêmico e abstinência de álcool ajuda a restaurar a função hepática. Para quem já lida com pressão alta ou diabetes, seguir medicação e acompanhamento médico potencializa os resultados. A Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, meta que também protege o fígado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Drauzio Varella