Ar gelado reduz a sensação de sede, mas o corpo continua perdendo líquido
Dr. Roberto Beck – O médico alerta que muitos corredores relaxam na hidratação durante o outono e inverno, período em que o ar fica mais seco e a sudorese silenciosa favorece a perda de fluidos essenciais para performance e recuperação.
- Em resumo: o frio mascara a sede e aumenta o risco de desidratação durante treinos ao ar livre.
- Vale destacar: até 2% de perda de peso corporal em água já prejudica ritmo, oxigenação e coordenação motora.
Por que o risco de desidratação cresce mesmo com temperaturas baixas?
No clima frio, a umidade relativa costuma cair, acelerando a evaporação da transpiração e da umidade das vias aéreas. Segundo o American Council on Exercise, o atleta que treina abaixo de 15 °C pode perder quase a mesma quantidade de líquidos que no verão, mas sente menos sede porque os receptores de temperatura periféricos enganam o cérebro.
“Quando a temperatura cai, a garrafinha de água é a primeira a sumir dos bolsos e cintos de hidratação” — destaca Dr. Beck.
Estratégias simples para manter a hidratação em dia
Para minimizar impactos, o especialista recomenda ingerir 150 ml a 250 ml de água a cada 20 minutos de corrida, além de começar o treino já hidratado. Bebidas isotônicas podem ajudar em sessões superiores a 60 minutos, enquanto garrafas térmicas evitam que a água esfrie demais, preservando o conforto gástrico. Planilhas de treino também devem registrar o volume ingerido, permitindo ajustes conforme peso corporal, intensidade e duração.
O que você acha? Você costuma monitorar a ingestão de água no inverno ou confia apenas na sede? Para mais dicas de saúde e recuperação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Webrun