Neuroquímica do movimento revela por que 30 min diários já fazem efeito
Cia Athletica – Nos últimos dias, novas revisões científicas reforçaram que mover o corpo de forma regular não só melhora a forma física, mas também funciona como ferramenta clínica contra estresse e ansiedade.
- Em resumo: 150 minutos de atividade moderada por semana reduzem sintomas ansiosos em até 25%.
- Vale destacar: caminhada, corrida, musculação, Yoga e dança concentram as evidências mais sólidas.
Endorfina x cortisol: o que acontece no cérebro durante o treino
Quando a frequência cardíaca sobe, o organismo libera endorfina e dopamina, mensageiros químicos ligados à sensação de prazer. Em paralelo, queda nos níveis de cortisol e adrenalina cria um “freio” fisiológico para a resposta ao estresse. Uma revisão com 128 mil participantes, citada pela Harvard Health Publishing, mostrou que quem se exercita regularmente apresenta menos depressão, ansiedade e sofrimento psicológico do que pessoas sedentárias.
“Três a cinco sessões semanais de 30 a 45 minutos já promovem melhora consistente no sono, no humor e na disposição”, conclui o levantamento referenciado pelo The BMJ.
Como escolher a modalidade ideal (e não abandonar após 2 semanas)
Especialistas apontam que o melhor treino é o que cabe na rotina e gera prazer. Ainda assim, algumas atividades merecem atenção extra:
- Musculação: foco em carga e execução mantém a mente presente e fortalece a autoconfiança.
- Cardio contínuo: corrida ou pedal amplificam a liberação de endorfina e “esvaziam” pensamentos acelerados.
- Yoga e dança: combinam atenção plena, controle respiratório e interação social, elementos que favorecem a adesão.
Independentemente da escolha, a Organização Mundial da Saúde recomenda a mesma métrica: ao menos 150 min de intensidade moderada (ou 75 min vigorosa) por semana. Iniciantes podem dividir o volume em blocos de 30 min, cinco vezes por semana, ajustando carga e complexidade com orientação profissional.
O que você acha? Qual modalidade ajuda mais a manter sua mente tranquila? Para mais conteúdos sobre recuperação e saúde mental, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Cia Athletica