Exercício físico para Burnout tem se mostrado uma das estratégias mais eficazes para reverter o esgotamento físico e emocional provocado pelo trabalho, segundo estudos reunidos pela National Library of Medicine.
Por que o Burnout exige movimento?
Desde 2022, a Organização Mundial da Saúde reconhece a síndrome de Burnout como fenômeno ocupacional, marcado por fadiga extrema, insônia e irritabilidade. A boa notícia é que a atividade física age em várias frentes: durante o treino, o corpo libera endorfina, dopamina e serotonina, neurotransmissores que reduzem a ansiedade e melhoram o humor. Além disso, a prática regular diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, favorecendo um estado de relaxamento prolongado.
A movimentação também otimiza a circulação sanguínea e o aporte de oxigênio ao cérebro, aumentando a energia diária e combatendo a sensação constante de cansaço — um dos sintomas mais citados por quem vive o Burnout. De quebra, cada pequena meta alcançada no treino reforça a autoestima, crucial para recuperar a autoconfiança abalada pelo esgotamento.
Segundo o Ministério da Saúde, combinar exercícios com sono de qualidade e alimentação balanceada acelera a reabilitação mental e física, tornando o retorno às atividades profissionais mais seguro.
Melhores atividades e cuidados ao iniciar
O ideal é começar com exercícios leves a moderados, respeitando o ritmo atual do corpo:
- Caminhada: 20–30 minutos ao ar livre estimulam a produção de endorfina e o contato com a natureza amplia a sensação de bem-estar.
- Musculação leve: poucas séries, cargas baixas e foco na respiração aumentam força sem elevar excessivamente o cortisol.
- Natação ou hidroginástica: o ambiente aquático relaxa a musculatura e reduz dores, indicado para quem sente muita tensão.
- Dança: ritmos suaves liberam dopamina, melhoram coordenação e favorecem a socialização, combatendo o isolamento.
Comece devagar, priorize o prazer e inclua dias de descanso. Treinos exaustivos logo de cara podem piorar o quadro. Se possível, procure orientação de um profissional de Educação Física para ajustar intensidade e volume.
Imagem: Mica Marques
Plano prático de quatro semanas
Semana 1: caminhadas curtas em dias alternados. Semana 2: adicione sessões de alongamento ou yoga leve. Semana 3: inclua musculação com carga mínima para grandes grupos musculares. Semana 4: teste uma aula de dança ou hidroginástica para variar estímulos e manter a motivação.
Registre nível de energia e qualidade do sono em um smartwatch ou aplicativo; esses dados ajudam a visualizar a evolução e evitam sobrecarga.
Recuperar-se do Burnout exige uma abordagem integrada. Aliar exercícios graduais, descanso adequado e suporte psicológico aumenta consideravelmente as chances de sucesso. Se você quer avançar nessa jornada com segurança, visite nossa editoria de Saúde, Bem-estar e Recuperação e saiba mais sobre estratégias para corpo e mente saudáveis.
Crédito da imagem: Cia Athletica Fonte: Cia Athletica