Relatório 2025 reforça pressão por ética na cadeia de suprimentos
Fairphone – Em seu novo Impact Report 2025, divulgado nos últimos dias, a fabricante holandesa de celulares sustentáveis insiste que não há justificativa financeira para remunerar trabalhadores da cadeia produtiva abaixo do salário digno.
- Em resumo: CEO afirma que o custo extra por aparelho é “irrisório” diante das margens do setor.
- Vale destacar: companhia já remunera mais de 4 mil funcionários parceiros em fábricas na Ásia com bônus de living wage.
Custos sob lupa: por que a conta fecha para oferecer salário justo?
Segundo o relatório, o adicional necessário para garantir um living wage aos operários representa menos de 1% do preço final do smartphone. Esse número, diz a Fairphone, desmonta o argumento de que melhorias trabalhistas inviabilizam competitividade. Em levantamentos de mercado divulgados pela GSMArena, o ticket médio de aparelhos premium já ultrapassa US$ 1.000, reforçando a margem para absorver o ajuste.
“Não existe desculpa financeira para pagar menos do que um salário digno”, declarou a diretora de impacto Monique Lempers no documento.
Impacto para o consumidor que busca tecnologia consciente
No Brasil e no mundo, cresce o interesse por dispositivos alinhados a práticas ESG. Para quem treina, monitora saúde ou depende do smartphone como hub de wearables, a escolha por marcas com política de trabalho justa adiciona um critério ético às especificações técnicas de bateria, sensores e desempenho. Analistas apontam que, se gigantes do setor adotarem o modelo, haverá efeito dominó semelhante ao que ocorreu com carregadores USB-C e selos de carbono neutro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Fairphone