Gordura visceral pode comprometer o metabolismo de quem aparenta ter peso normal, mostrando que o número na balança nem sempre reflete saúde.
Por que o IMC falha em revelar riscos
O Índice de Massa Corporal (IMC) relaciona apenas peso e altura. Ele não diferencia massa muscular de gordura nem indica onde essa gordura está armazenada. Por isso, uma pessoa com IMC considerado “ideal” pode esconder altos níveis de tecido adiposo, especialmente na região abdominal. Esse quadro é conhecido como “obeso metabolicamente com peso normal” (MONW), condição ligada à resistência à insulina, inflamação crônica e maior probabilidade de doenças cardíacas, segundo estudos publicados no European Heart Journal.
Gordura visceral: pequena por fora, grande por dentro
Diferente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, a visceral envolve órgãos vitais como fígado e pâncreas. Altamente ativa do ponto de vista metabólico, ela libera substâncias inflamatórias que elevam o risco de diabetes, hipertensão e colesterol alto. Pesquisas revisadas pelo PubMed mostram que a combinação de alto percentual de gordura e baixa massa magra multiplica problemas metabólicos, mesmo sem sobrepeso aparente.
Como identificar sua real composição corporal
Para enxergar além do IMC, profissionais de saúde recomendam avaliar:
- Bioimpedância: balanças que estimam porcentagem de gordura, músculo e água.
- Prega cutânea: uso de adipômetro em pontos específicos do corpo.
- Exames de imagem: ressonância ou DEXA, mais precisos, indicados em casos clínicos.
Repetir esses testes periodicamente ajuda a monitorar o impacto de mudanças no estilo de vida.
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Estratégias para reduzir gordura visceral
Segundo a endocrinologista Cecilia Solís-Rosas García, o excesso de açúcar, gorduras ultraprocessadas e sedentarismo são os principais vilões. Para revertê-los:
- Treino regular: 150–300 minutos semanais de exercícios aeróbicos ou musculação estimulam o gasto calórico e a síntese de massa magra.
- Alimentação equilibrada: priorize proteínas magras, fibras, vitaminas e minerais; limite bebidas açucaradas.
- Sono e estresse: 7–9 horas de repouso e técnicas de relaxamento reduzem hormônios que favorecem o acúmulo de gordura abdominal.
Compreender que “magreza” não é sinônimo de saúde é o primeiro passo para adotar hábitos duradouros. Se você deseja aprofundar seus cuidados, visite nossa seção de saúde, bem-estar e recuperação e continue acompanhando insights que potencializam sua qualidade de vida.
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