Jejum intermitente TDAH: benefícios e riscos para o foco

Jejum intermitente TDAH vem ganhando atenção de pesquisadores que buscam estratégias além dos medicamentos para melhorar foco, energia e estabilidade emocional em adultos e crianças com o transtorno.

O que os estudos atuais revelam

Revisões científicas apontam que períodos controlados sem ingestão calórica elevam a produção de cetonas e ativam a autofagia – reciclagem celular ligada à saúde do sistema nervoso. Esse cenário favorece a sensibilidade dos receptores de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores normalmente deficitários em quem tem TDAH. Um artigo da Cell Metabolism (2021) descreveu melhora de neuroplasticidade e cognição após 16 horas de jejum em voluntários, reforçando o potencial da prática.

Outro benefício observado é a menor oscilação de glicose sanguínea. Sem picos de açúcar, o cérebro mantém aporte constante de energia, reduzindo episódios de “branco” mental comuns durante tarefas prolongadas. Estudos de 2019 no Journal of Attention Disorders associam dietas de baixa carga glicêmica a melhor desempenho executivo em portadores de TDAH.

Quando o jejum pode atrapalhar

Apesar dos possíveis ganhos, a estratégia não serve para todos. A impulsividade típica do transtorno pode transformar a janela de alimentação em episódios de compulsão por ultraprocessados, anulando benefícios metabólicos. Pesquisas publicadas no European Child & Adolescent Psychiatry (2020) mostram maior propensão a “ataques” de fome após longas restrições calóricas entre pessoas com TDAH.

Outro ponto sensível é o sono. Relatos na Sleep Medicine Reviews (2021) indicam que jejum prolongado reduz a produção de melatonina, complicando quadros de insônia já frequentes nesse público. Irritabilidade, ansiedade e fadiga durante a adaptação também precisam ser monitoradas.

Em resumo, o jejum intermitente pode regular dopamina, estabilizar energia e diminuir inflamações cerebrais, mas exige autoconhecimento e acompanhamento profissional para evitar compulsões ou queda de desempenho. Se você controla bem a fome, tolera ficar 12–16 h sem comer e percebe ganho de clareza mental, vale testar protocolos progressivos. Caso sinta irritação, hipoglicemia ou piora do sono, priorize estratégias como fracionamento de proteínas de alto valor biológico, exercícios de força e técnicas de mindfulness para modular a atenção.

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Crédito da imagem: PlexNutri Fonte: PlexNutri

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