Entenda o papel do lactato no desempenho antes de culpar a queimação
Lactato — recentemente, novos estudos reforçaram que essa molécula não é a origem da fadiga, mas sim uma fonte rápida de energia que o corpo recicla durante corridas intensas.
- Em resumo: o lactato ajuda a manter o ritmo alto, não a derrubá-lo.
- Vale destacar: o desconforto vem da acidose metabólica, não do lactato em si.
De combustível a indicador de esforço
Quando o exercício aumenta de intensidade, o organismo converte glicose em energia e libera lactato como subproduto. Parte dele volta ao fígado e aos músculos para ser reutilizado, atuando como “gasolina reserva”. Segundo a American Council on Exercise, o ponto crítico é o chamado limiar de lactato — a intensidade na qual a produção supera a remoção, sinalizando que o atleta está prestes a reduzir o ritmo.
Pesquisadores observam que corredores que treinam acima e abaixo do limiar melhoram a capacidade de tamponar íons de hidrogênio, atrasando a queda de performance sem aumentar o acúmulo de lactato.
Como aplicar o conceito no seu próximo treino
Para usar o lactato a seu favor, vale alternar estímulos: tiros curtos a 95-100% da velocidade de prova para elevar rapidamente a concentração, seguidos de trotes leves que facilitam a remoção. Relógios com medição de frequência cardíaca ajudam a estimar zonas próximas ao limiar, mas testes laboratoriais continuam sendo o padrão-ouro. A estratégia frequente é realizar sessões de tempo run de 20 minutos a ritmo constante, situação em que a produção e a depuração de lactato se equilibram — ideal para fortalecer a “economia” energética dos músculos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Webrun