Pesquisa compara mindfulness a fármacos e destaca ganhos extra para qualidade de vida
Meditação baseada em mindfulness – apontada em ensaios clínicos recentes – vem se consolidando como estratégia complementar para quem lida com transtornos de ansiedade, segundo dados publicados nos últimos dois anos.
- Em resumo: Benefício de redução dos sintomas foi equivalente ao de um antidepressivo padrão.
- Vale destacar: Praticantes relataram menos efeitos adversos e ainda tiveram melhora de humor e sono.
Estudos de peso reforçam a evidência
O ensaio randomizado divulgado na JAMA Psychiatry, com 208 pacientes, mostrou que oito semanas de prática guiada reduziram a ansiedade no mesmo nível do medicamento de referência. Já uma análise extra, liberada em 2024 no JAMA Network Open, confirmou o resultado e adicionou ganhos em bem-estar geral. Outro compilado, publicado na Scientific Reports, reuniu 1.800 voluntários e apontou vantagem consistente de programas de atenção plena sobre tratamentos usuais (MedlinePlus detalha o panorama de terapias integrativas).
“Temos evidências razoáveis de que intervenções estruturadas com mindfulness reduzem os sintomas de ansiedade e apresentam baixo risco de efeitos colaterais”, resume o neurologista Marcos Lange, da Academia Brasileira de Neurologia.
Como isso impacta o corpo e o treino
A prática regular modula o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, diminuindo a liberação de cortisol e aumentando a atividade parassimpática. Na vida real, isso se traduz em menor tensão pré-treino, recuperação cardíaca mais rápida e foco aprimorado em sessões de alta intensidade. Para atletas amadores ou profissionais, incorporar de 5 a 10 minutos diários pode ser a diferença entre um ciclo de overtraining e uma periodização equilibrada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Drauzio Varella