Otorrino no esporte: respire melhor e ganhe performance

Otorrino no esporte é um aliado pouco lembrado, mas crucial para quem busca rendimento máximo: vias aéreas livres elevam o VO₂, melhoram o sono e aceleram a recuperação muscular.

Por que o nariz define seu desempenho

Durante um treino intenso, o volume de ar inalado pode subir até 20 vezes. O nariz aquece, filtra e umidifica esse fluxo, além de produzir óxido nítrico, gás que dilata vasos pulmonares e facilita a entrada de oxigênio. Quando há obstrução, o corpo recorre à respiração bucal, “pula” essa etapa e gasta mais energia só para ventilar. Resultado: menor limiar anaeróbio, fadiga precoce e queda de performance.

Rinite, desvio de septo ou hipertrofia de cornetos são vilões comuns. Segundo o Ministério da Saúde, a rinite alérgica atinge até 30 % dos brasileiros, interferindo diretamente na qualidade do sono e na disposição diurna (confira dados oficiais).

Sinais que derrubam VO₂ e recuperação

Nem todo atleta associa sintomas leves a prejuízos na planilha. Fique atento aos marcadores abaixo:

  • Ronco frequente – indica obstrução nasal noturna e fragmenta o sono.
  • Boca seca ao acordar – mostra predominância de respiração bucal e menor produção de óxido nítrico.
  • Cansaço precoce – ventilação limitada acelera a entrada na zona anaeróbia.
  • Sono fragmentado – microdespertares reduzem liberação de GH, hormônio chave da recuperação muscular.

Ignorar esses sinais significa treinar “de freio de mão puxado”, ajustando a planilha ao sintoma e não ao potencial real.

Quando chamar o otorrino esportivo

O especialista deve integrar a equipe multidisciplinar — ao lado de médico do esporte, nutricionista e fisioterapeuta — nos seguintes cenários:

  • Resfriados, sinusites ou crises de rinite recorrentes.
  • Queda inesperada de VO₂ Máx (volume máximo de oxigênio), parâmetro de condicionamento.
  • Respiração bucal, ronco ou apneia detectados em exames de sono.
  • Fadiga sem causa muscular aparente, mesmo com dieta e treino adequados.

A consulta inclui avaliação anatômica (septo, cornetos, amígdalas) e testes de fluxo nasal. Tratamentos podem envolver medicamentos anti-inflamatórios, imunoterapia para alergias e, em alguns casos, cirurgia funcional.

Respirar bem não é luxo, é requisito fisiológico para evoluir nos treinos. Se você se identificou com os sintomas, considere um check-up respiratório e libere o caminho do oxigênio.

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Crédito da imagem: Webrun Fonte: Webrun

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