Hemorragia, trombose e saúde mental no radar pós-nascimento
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) – Nos últimos dias, a entidade reforçou que o puerpério imediato — da saída da sala de parto ao 10º dia — concentra o maior número de complicações maternas e responde por parcela expressiva da mortalidade pós‐parto.
- Em resumo: hemorragia, síndromes hipertensivas e infecções dominam as ocorrências críticas.
- Vale destacar: sinais como sangramento intenso, dor torácica ou febre exigem avaliação médica urgente.
Primeiros 10 dias concentram maior perigo
Nesse curto intervalo, o organismo ainda lida com alterações hormonais bruscas, retorno do útero ao tamanho original e cicatrização de eventuais incisões. A sobrecarga física se soma à privação de sono, abrindo caminho para quadros como tromboembolismo pulmonar e trombose venosa profunda, explica a vice-presidente da comissão de Gestação de Alto Risco da Febrasgo. Para entender por que a hemorragia pós-parto segue como uma das principais causas de mortalidade, o MedlinePlus detalha o tema em linguagem acessível.
“O puerpério imediato representa um risco maior para essa mulher. Os dez primeiros dias são os mais críticos”, alerta Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.
Como reconhecer e agir diante dos alertas
A recomendação é não normalizar sintomas. Sangramento vaginal que encharca mais de um absorvente por hora, secreção com odor forte, dor de cabeça persistente, falta de ar ou pressão alta merecem investigação imediata. Pacientes com histórico de pré-eclâmpsia, diabetes ou distúrbios da tireoide precisam de aferições mais frequentes, pois a pressão ou a glicemia podem oscilar mesmo após a alta. Já a mastite combina inchaço, vermelhidão e febre, quadro que costuma exigir antibiótico precoce para evitar abscesso.
Os desafios não se limitam ao físico. Oscilações hormonais somadas ao cansaço elevam o risco de depressão pós-parto e psicose puerperal. Redes de apoio devem estar alertas a mudanças bruscas de humor, choro constante ou pensamentos de autoagressão para facilitar o encaminhamento profissional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Drauzio Varella