Como exercícios e pequenos ajustes em casa evitam fraturas graves
Ministério da Saúde — Dados divulgados recentemente mostram que, só em 2024, mais de 344 mil brasileiros acima de 65 anos precisaram de atendimento ou internação após uma queda, evento que também foi responsável por mais de 13 mil mortes no período.
- Em resumo: 63 % dos idosos do país já sofreram ao menos uma queda, índice acima da média mundial.
- Vale destacar: Uma única queda dobra o risco de novas ocorrências e pressiona o sistema de saúde.
Por que uma queda dobra a chance da próxima?
Fraturas de quadril, punho e fêmur implicam longos períodos de imobilidade, favorecem infecções e aceleram perda de massa muscular. Segundo a MedlinePlus, a combinação de sarcopenia, baixa vitamina D e uso de ansiolíticos cria um ciclo de fraqueza que compromete equilíbrio e mobilidade.
“A queda também pode ser encarada como o reflexo de alguma condição clínica”, lembra o fisioterapeuta Hudson Pinheiro, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Distrito Federal.
Estratégias práticas: do treino de força à lanterna ao lado da cama
Autoridades como o CDC recomendam musculação leve e exercícios de equilíbrio — agachamentos assistidos, caminhada em linha e elevação de panturrilhas, por exemplo — pelo menos três vezes por semana. Além disso, revisar óculos anualmente, usar calçados firmes e conversar com o médico sobre possíveis trocas de medicamentos sedativos fazem diferença.
Dentro de casa, lighting estratégico e organização ganham protagonismo: deixar abajur ou lanterna ao alcance da cama, fixar tapetes com antiderrapantes e instalar barras de apoio no banheiro reduzem riscos imediatos. Guardar utensílios em prateleiras mais baixas evita a “tentação” de subir em cadeiras instáveis.
O que você acha? Já aplicou alguma dessas medidas na rotina dos seus familiares? Para continuar acompanhando dicas de prevenção e bem-estar, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Saúde