Remada baixa triângulo executada com má postura pode sabotar seus ganhos de força nas costas, sobrecarregar articulações e até gerar lesões.
Por que a técnica faz diferença
Embora seja guiado pela polia baixa, o exercício exige tronco ereto, escápulas ativadas e controle na fase excêntrica. Quando o praticante arredonda a lombar ou puxa apenas com os bíceps, reduz a ativação da grande dorsal e aumenta o risco de dor lombar, como alerta a literatura científica sobre exercícios de tração horizontal.
Outro deslize frequente é escolher carga excessiva. Segundo estudo citado no artigo original, peso alto demais limita a amplitude e induz compensações posturais. A regra é simples: qualidade antes de quantidade.
Como ajustar cada detalhe
Confira as cinco falhas mais comuns e a correção imediata:
1. Coluna arredondada: mantenha o peito aberto e a coluna neutra durante toda a puxada.
2. Movimento iniciado pelos braços: retraia as escápulas primeiro; imagine que “as costas puxam”, não os bíceps.
3. Carga maior que a técnica: escolha um peso que permita controle tanto para puxar quanto para devolver o cabo lentamente.
4. Soltar o cabo rápido: desacelere a fase de retorno; o controle excêntrico é crucial para hipertrofia.
Imagem: Mica Marques
5. Ombros elevados: mantenha-os longe das orelhas para evitar tensão no trapézio superior.
Para visualizar a postura correta, vale conferir a orientação sobre coluna neutra publicada pela revista Men’s Health Brasil, referência em treinamento.
Dominar esses ajustes gera dorsais mais fortes, melhora a postura e prepara o corpo para variações como barra fixa ou remada curvada. Se você tem hérnia de disco ou dor na escápula, consulte um profissional antes de incluir o exercício.
Domine a técnica, progrida com segurança e mantenha o foco na execução — a evolução virá. Para mais estratégias de costas fortes, visite nossa editoria de Cardio e Musculação.
Crédito da imagem: Cia Athletica Fonte: Cia Athletica