TDAH, ansiedade e depressão costumam exibir sinais parecidos, como dificuldade de concentração, irritabilidade e cansaço mental, mas entender o que realmente está por trás desses sintomas é decisivo para receber o tratamento adequado.
Como reconhecer cada transtorno
No Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a desatenção e a impulsividade iniciam na infância e acompanham a pessoa pela vida. Esquecimento de prazos, organização deficiente e agir sem pensar são comuns, mesmo em fases de maior estabilidade emocional. Já a ansiedade se caracteriza por preocupação excessiva e pensamentos acelerados que surgem, na maioria das vezes, após eventos estressantes; o foco se perde porque a mente está presa ao futuro. Por fim, a depressão traz desmotivação, tristeza persistente e sensação de que nada vale a pena, o que leva ao déficit de atenção por falta de energia, e não por distração crônica.
Quando os sintomas apareceram apenas na vida adulta, a probabilidade recai sobre ansiedade ou depressão, não TDAH. Outro ponto-chave: no TDAH, tarefas simples podem ser iniciadas com empolgação, mas raramente são concluídas; na depressão, o problema costuma ser a dificuldade de começar qualquer atividade.
Por que o diagnóstico preciso importa
Sem a avaliação correta, a pessoa pode ficar presa a tratamentos ineficazes e ver a produtividade, a autoestima e até os relacionamentos se deteriorarem. O TDAH, por exemplo, não causa diretamente ansiedade ou depressão, mas o acúmulo de frustrações oriundo dos esquecimentos e da desorganização pode desencadear ambos. A boa notícia é que, ao tratar a condição primária, os sintomas secundários tendem a reduzir.
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Hoje, diretrizes do Ministério da Saúde reforçam que a combinação de acompanhamento médico, terapia cognitivo-comportamental, ajustes de rotina e, quando indicado, medicação, oferece os melhores resultados. Estratégias simples como o Método Pomodoro para gerenciar tempo, uso de alarmes no smartwatch e prática regular de exercício físico potencializam a melhora, pois elevam dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados à motivação e ao humor.
Reconhecer diferenças sutis entre TDAH, ansiedade e depressão evita anos de frustração e abre caminho para uma vida mais equilibrada. Se você se identificou com os sinais descritos, busque ajuda profissional e, para aprofundar seus cuidados, visite nossa seção de Saúde, Bem-Estar e Recuperação. Continue conosco para mais insights que unem ciência, treino e qualidade de vida!
Crédito da imagem: Pixabay Fonte: PlexNutri