Tendências de Nutrição 2026: fibra, proteína e intestino

Tendências de nutrição 2026 foram o tema central do episódio 123 do podcast “Fuel for the Sole”, publicado em 13 de janeiro de 2026, e já apontam mudanças que podem impactar desde praticantes de musculação até maratonistas amadores.

Fibra e proteína no topo da lista

De acordo com os especialistas convidados, alimentos high-fiber (ricos em fibras) e high-protein (ricos em proteínas) estarão ainda mais presentes nos cardápios. A combinação foi destacada como essencial para controlar a saciedade, favorecer o ganho de massa magra e melhorar o trânsito intestinal. Para quem visa hipertrofia, a alta densidade proteica auxilia na reconstrução muscular pós-treino, enquanto a fibra amplia a sensação de plenitude, ajudando no déficit calórico necessário ao emagrecimento. Diretrizes oficiais, como o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, reforçam o consumo de grãos integrais, vegetais e leguminosas para atingir as doses diárias recomendadas.

Menos processamento, mais saúde intestinal

Outra forte aposta é o foco renovado na saúde do intestino, incluindo o uso de prebióticos e probióticos. O painel do podcast relacionou um microbioma equilibrado a melhor absorção de micronutrientes e redução de inflamações — fatores-chave para performance e recuperação. Alimentos minimamente processados, como iogurtes naturais e vegetais fermentados, devem substituir opções ultraprocessadas, alinhando-se à procura por rótulos curtos e ingredientes reconhecíveis.

Ferritina, altitude e o suplemento Nomio

Na sessão de perguntas dos ouvintes, a nutricionista do programa explicou que atletas em fase de treinos em altitude devem acompanhar a ferritina — proteína que armazena ferro — para evitar queda de VO2 Max e fadiga precoce. Valores abaixo de 30 ng/mL podem sinalizar necessidade de ajustes alimentares ou suplementação sob orientação profissional. Também entrou em pauta o suplemento Nomio, apontado por influenciadores como “novo queridinho” para energia sustentada. O podcast ressaltou que, apesar do buzz, faltam estudos independentes robustos comprovando eficácia e segurança a longo prazo.

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Imagem: Internet

Preciso treinar com o mesmo gel da prova?

Os apresentadores esclareceram que testar o gel de carboidrato exato a ser usado no dia da corrida reduz riscos de desconforto gastrointestinal. Entretanto, o conselho é adaptar o organismo a uma mesma proporção de carboidratos e eletrólitos, mesmo que a marca varie — estratégia chamada de “gut training”. Para quem utiliza smartwatches, monitorar frequência cardíaca e variabilidade permite avaliar se o gel escolhido mantém a intensidade alvo sem oscilações bruscas.

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Crédito da imagem: Believe in the Run Fonte: Believe in the Run

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