Playlist escolhida pelo atleta engana o cérebro e adia a fadiga, segundo pesquisadores
Estudo divulgado pelo ScienceDaily — Nos últimos dias, pesquisadores testaram ciclistas em sessões com e sem música e descobriram que os participantes que pedalaram ao som das próprias faixas preferidas suportaram quase 20% mais tempo antes de desistir, sem relatar maior sensação de exaustão.
- Em resumo: música de livre escolha prolongou a performance sem elevar o esforço percebido.
- Vale destacar: a estratégia pode ajudar praticantes a permanecer mais tempo na “zona de desconforto” crucial para evolução.
Como o som certo interfere na percepção de esforço
Os autores sugerem que o efeito se deve à combinação de estímulos rítmicos, liberação de dopamina e distração cognitiva. Pesquisadores ligados à ACE Fitness já apontam a música como ferramenta ergogênica acessível, capaz de sincronizar cadência, elevar humor e reduzir a sensação de dor muscular.
Ciclistas que escolheram suas próprias músicas permaneceram quase 20% mais tempo no pedal em comparação ao silêncio, sem se sentirem mais cansados no final do teste.
Aplicação prática: da bike indoor ao longão de corrida
Para quem busca evoluir na resistência — seja no spinning, na esteira ou no longão de domingo — montar uma playlist personalizada pode ser tão estratégico quanto calibrar carga e descanso. A dica é selecionar faixas entre 120 e 140 bpm, batida comum em hits pop e eletrônicos, compatible com cadências usuais de giro ou passadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / ScienceDaily