Vitamina D e TDAH entraram no foco de pesquisadores que buscam alternativas seguras para controlar desatenção, hiperatividade e impulsividade. Análises clínicas apontam que pessoas com o transtorno costumam apresentar deficiência desse nutriente, sugerindo uma relação direta entre a “vitamina do sol” e o funcionamento cerebral.
O que dizem os dados científicos
Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, 5% a 8% da população mundial convive com TDAH. Vários levantamentos mostram que, nesse grupo, a concentração de vitamina D no sangue pode ser até 40% menor em comparação a indivíduos sem o transtorno. A justificativa está na presença de receptores de vitamina D em regiões responsáveis pela síntese de dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados à motivação, ao humor e ao controle de impulsos.
Em um estudo publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry, crianças que receberam 2.000 UI diárias de vitamina D por oito semanas apresentaram melhora significativa na atenção e na estabilidade emocional. Outro ensaio, divulgado no European Journal of Clinical Nutrition, associou a deficiência materna durante a gestação a maior risco de TDAH na infância, reforçando a importância do nutriente desde a fase intrauterina.
Como alcançar níveis ideais
A produção endógena é obtida principalmente pela exposição solar: 15 a 20 minutos, três vezes por semana, entre 10h e 15h, já estimulam síntese satisfatória para a maioria das pessoas. Peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados ajudam a complementar a ingestão.
Quando exames apontam valores inferiores a 30 ng/mL, médicos costumam prescrever suplementação entre 1.000 e 2.000 UI ao dia; em casos de deficiência grave, doses mais altas podem ser indicadas por tempo limitado. É fundamental monitorar periodicamente os níveis séricos para evitar toxicidade — valores acima de 100 ng/mL oferecem riscos ao rim e à saúde óssea.
Imagem: Internet
Vale lembrar que a vitamina D não substitui medicamentos ou terapias comportamentais, mas pode potencializar resultados ao reduzir neuroinflamação, regular o ciclo do sono e otimizar a atividade dopaminérgica.
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Crédito da imagem: PlexNutri Fonte: PlexNutri