Sedentarismo oculto é o nome dado ao hábito de passar horas sentado mesmo treinando diariamente, algo que, segundo o geriatra Paulo Camiz, pode anular parte dos benefícios do seu treino.
Por que o treino não compensa o dia sentado?
Ficar 10 ou 12 horas na cadeira reduz a captação de glicose, piora o metabolismo de gorduras e derruba o gasto energético. Estudos citados pelo médico indicam que até 40% desse período é dedicado ao acúmulo de gordura, gerando dores, cansaço e menor resposta ao estímulo muscular. O risco cardiometabólico também sobe: resistência insulínica, aumento dos triglicerídeos, queda do HDL e tendência à hipertensão.
Quebrar o ciclo é simples: movimente-se a cada hora
Camiz recomenda levantar-se a cada 60 minutos e mover-se por 2 a 3 minutos. Caminhar até o bebedouro, subir escadas ou alongar o pescoço já “reinicializa” o metabolismo. O alerta vale para quem passa mais de 6 horas sentado; acima de 10 horas, os prejuízos disparam, afetando até humor e cognição. Diretrizes internacionais reforçam o conselho: a Organização Mundial da Saúde sugere interromper longos períodos de inatividade para reduzir risco de doenças crônicas.
Encaixar micromovimentos na rotina evita que você vire um “atleta de fim de semana”, figura que treina só em dias alternados e permanece sedentário o resto do tempo. Pequenas ações ao longo do expediente protegem articulações, favorecem a perda de gordura e potencializam resultados como hipertrofia e melhora do VO2 Max.
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