Como a atleta transformou uma lesão devastadora em vantagem competitiva
Jordan Horston – Nas últimas semanas, a estrela do Seattle Storm abriu o jogo sobre o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA) sofrido em fevereiro de 2025 e apresentou o cronograma que deve deixá-la pronta para a 30ª temporada da WNBA, a partir de 8 de maio de 2026.
- Em resumo: a jogadora já voltou a arremessar diariamente e faz sessões de força específicas para o joelho lesionado.
- Vale destacar: o processo inclui bike, trabalhos unilaterais, câmaras hiperbáricas e mergulhos em água gelada.
Da cirurgia ao primeiro giro na bike: cada etapa contada
Horston passou pela reconstrução do LCA, manteve presença nos treinos do Storm para não se afastar do grupo e, ainda no pós-operatório, precisou “reaprender a andar”. A primeira missão foi ativar o quadríceps por meio de simples contrações isométricas. Quando o movimento ganhou força, vieram as caneleiras leves, os puxes de joelho e, finalmente, a bicicleta ergométrica – momento-chave em que completou a primeira rotação de pedal.
“Eu tinha de comemorar cada pequena vitória, porque sabia que seria uma jornada longa”, lembrou a atleta, que agora faz sessões matinais de arremessos às 8h15 antes de partir para musculação e fisioterapia.
O protocolo inclui exercícios de cadeia cinética fechada, extensora de pernas e muitos trabalhos unilaterais para corrigir desequilíbrios. A prioridade é proteger a articulação e reconstruir a estabilidade descrita pelo guia médico do MedlinePlus, que destaca a importância de quadríceps, isquiotibiais e glúteos fortes na prevenção de novas rupturas.
O que o caso sinaliza para quem treina e quer joelhos mais fortes
Estudos mostram que jogadoras de basquete têm 3,5 vezes mais probabilidade de romper o LCA que os homens, em parte pela menor espessura do ligamento. A postura de Horston reforça a tendência de atletas usarem tecnologia de recuperação avançada (sauna, crioterapia e oxigenoterapia) associada a treinamento de força voltado a estabilidade – uma combinação cada vez mais presente em boxes de cross training e centros de fisioterapia esportiva.
Além do aspecto físico, a camisa 23 destaca o ganho mental: “Hoje entendo que minhas pernas são o motor do meu corpo”. O relato serve de alerta para quem costuma “pular” o dia de membros inferiores: fortalecer quadríceps, isquios, glúteos e panturrilhas não só melhora a performance em quadra, como também reduz o risco de lesões graves.
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Crédito da imagem: Divulgação / Seattle Storm