Descafeinado ou não, a xícara diária afeta corpo e mente além da cafeína
Café – Nos últimos dias, um estudo detalhado revelou que a bebida altera a composição da microbiota intestinal de forma ligada a melhor humor, menor estresse e ganhos cognitivos distintos para cada versão.
- Em resumo: cafeinado reduz ansiedade e amplia foco; descafeinado favorece memória e aprendizagem.
- Vale destacar: ambos modificam bactérias do intestino, apontando múltiplos caminhos de ação.
O que muda no intestino e por que isso importa
Os cientistas identificaram que compostos fenólicos presentes no café – e não apenas a cafeína – interagem com cepas benéficas do microbioma, intensificando espécies relacionadas à produção de serotonina e GABA, neurotransmissores ligados ao controle do estresse.
A equipe observou “um reequilíbrio significativo de bactérias associadas ao bem-estar emocional e à resposta ao estresse”, indicando que o café atua por vias metabólicas paralelas à estimulação da cafeína.
Foco, memória e menos estresse: efeitos distintos na prática
Quando consumido com cafeína, o café potencializou a atenção sustentada e reduziu relatórios de ansiedade aguda entre participantes. Já a versão descafeinada, livre do estimulante, mostrou melhorar testes de aprendizado e retenção de informações, sugerindo papel dos antioxidantes sobre a sinalização neural.
Para quem treina cedo e precisa de concentração sem picos de nervosismo, a combinação de doses moderadas de café comum antes da sessão e descafeinado ao longo do dia pode oferecer suporte duplo: foco imediato e recuperação cognitiva prolongada. Além disso, a influência positiva sobre a microbiota auxilia na regulação do eixo intestino-cérebro, ponto cada vez mais estudado em estratégias de performance e saúde geral.
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Crédito da imagem: Divulgação / ScienceDaily