Por que a linha entre deficiência e excesso de B12 preocupa cientistas
Vitamina B12 – Nos últimos dias, novos achados científicos reforçaram que a relação entre o nutriente e o câncer é mais complexa do que se pensava, despertando atenção de quem aposta em megadoses para saúde e performance.
- Em resumo: falta de B12 pode danificar o DNA, mas sobras exageradas também parecem associadas a alguns tumores.
- Vale destacar: risco maior foi observado em quem usa suplementos potentes por longos períodos.
Deficiência eleva risco, mas sobredose também pode afetar o DNA
Segundo as informações do MedlinePlus, a vitamina B12 é essencial para formar glóbulos vermelhos, manter a saúde dos nervos e reparar o material genético. Porém, pesquisadores alertam que extremismos são perigosos: níveis muito baixos comprometem o DNA, enquanto concentrações demasiadamente altas, obtidas sobretudo por suplementos de dose elevada, vêm sendo associadas a maior incidência ou pior prognóstico de alguns cânceres.
“Enquanto a carência de B12 pode danificar o DNA e aumentar o risco de câncer, estudos sugerem que níveis extremamente altos — especialmente após uso prolongado de megadoses — também podem estar ligados a certos tumores ou a resultados menos favoráveis em pacientes oncológicos.”
Como ajustar a ingestão diária sem abrir mão de desempenho
Para adultos saudáveis, a recomendação gira em torno de 2,4 μg diários, quantidade facilmente atingida com alimentos como carnes magras, ovos e laticínios fortificados. Atletas e praticantes de atividade física que seguem dietas restritas, como o veganismo, podem necessitar de suplementação, mas especialistas orientam optar por doses moderadas e monitorar os níveis sanguíneos periodicamente. Assim, é possível garantir energia, síntese proteica e função neurológica sem cair no excesso potencialmente arriscado.
O que você acha? Já avaliou seus níveis de B12 antes de escolher um suplemento? Para continuar acompanhando conteúdos desse universo, acesse nossa editoria de saúde e bem-estar.
Crédito da imagem: Divulgação / ScienceDaily