Movimento certo pode diminuir inflamação e elevar a qualidade de vida
Endometriose – Recentemente, ginecologistas da Sociedade Brasileira de Endometriose reforçaram que a atividade física funciona como terapia adjuvante não medicamentosa, capaz de reduzir dor pélvica crônica e fadiga associadas à doença.
- Em resumo: Exercícios liberam endorfinas com efeito anti-inflamatório e modulam o estrogênio, hormônio que alimenta a endometriose.
- Vale destacar: Três sessões semanais de 50 a 60 min já entregam benefícios mensuráveis de qualidade de vida.
Endorfinas, estrogênio e ação antioxidante em jogo
A endometriose é inflamatória, e o corpo dispõe de um anti-inflamatório natural: as endorfinas. Durante o treino, esses peptídeos aumentam, atuando como moduladores da dor e combatendo radicais livres. De quebra, há queda dos níveis circulantes de estrogênio, ponto-chave porque a doença é estrogênio-dependente, segundo revisão citada pela MedlinePlus.
“O exercício físico libera endorfinas que servem como moduladoras anti-inflamatórias”, explica Marcos Tcherniakovsky, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose.
Como montar uma rotina segura de treinos
O protocolo segue o mesmo princípio de quem começa a se exercitar do zero: progredir gradualmente, respeitar o limite de dor do dia e buscar orientação profissional. Normalmente recomendam-se três sessões semanais combinando fortalecimento muscular, ioga, pilates ou alongamentos — disciplinas que também preservam o assoalho pélvico, região sensível nas portadoras.
Especialistas lembram que a atividade deve ser encarada como “prescrição médica”, não como opcional. Caso a dor esteja exacerbada, vale adiar o treino e retomar na próxima sessão, avaliando resposta individual.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Drauzio Varella