Liberação de endorfinas e autoconhecimento estão por trás do efeito calmante
Estudo do Instituto Kinsey – Publicado recentemente na revista Menopause, o levantamento analisou 1.178 mulheres entre 40 e 65 anos e sugere que a masturbação pode atenuar sintomas psicológicos da menopausa, como alterações de humor e dificuldades de sono.
- Em resumo: Quase 20% das participantes sentiram alívio imediato após a prática.
- Vale destacar: 47% afirmaram que adotariam a estratégia se o médico recomendasse.
Mecanismos hormonais sustentam o benefício
A excitação sexual desencadeia picos de endorfina, dopamina e ocitocina — neurotransmissores ligados ao prazer, relaxamento e melhor qualidade do sono. De acordo com informações do MedlinePlus, esses compostos também reduzem a percepção de dor e o estresse, fatores que costumam piorar no climatério.
“A masturbação pode favorecer a lubrificação vaginal, ampliar o fluxo sanguíneo genital e provocar relaxamento muscular, aliviando tensão psíquica”, explica Fabiene Bernardes Castro Vale, presidente da Comissão de Sexologia da Febrasgo.
Transformando o achado em prática de autocuidado
Especialistas observam que, embora o tema raramente seja trazido espontaneamente ao consultório, incluir a masturbação como ferramenta de bem-estar é seguro para a maioria das mulheres. Não há contraindicações formais, exceto em casos de dor genital intensa, infecções ativas ou histórico de trauma não elaborado. O estudo reforça que a prática é livre de riscos, não exige parceiro e pode ser ajustada ao conforto pessoal — características valiosas para quem busca soluções acessíveis de regulação emocional durante a menopausa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Instituto Kinsey