Coração, memória e quedas: entenda por que o impacto é maior em idosos
Stanford Medicine – Pesquisadores da universidade norte-americana analisaram a escalada do consumo de cannabis entre pessoas com mais de 65 anos e apontaram cinco ameaças que vêm ganhando força à medida que a planta fica mais potente.
- Em resumo: Concentrações atuais de THC podem elevar arritmias e pressão arterial em idosos.
- Vale destacar: Interação com remédios comuns, como anticoagulantes, aumenta o risco de sangramentos.
Por que o coração sente primeiro
A equipe de Stanford reforça que a versão contemporânea da cannabis possui níveis de THC até quatro vezes maiores do que há duas décadas. Esse salto impacta diretamente o sistema cardiovascular, favorecendo taquicardia, picos de pressão e até eventos isquêmicos. Segundo o guia médico do MedlinePlus, alterações na frequência cardíaca podem surgir em poucos minutos após a inalação.
“Hoje, um único uso recreativo pode conter a mesma carga de THC que várias sessões dos anos 1990, o que exige vigilância extra entre pacientes idosos”, salientam os especialistas.
Interações, quedas e memória: onde mora o perigo
Além do coração, o estudo lista riscos cognitivos e motores: a combinação de THC mais alto com declínio natural do equilíbrio amplia a chance de fraturas por queda. Já no cérebro, o composto pode agravar lapsos de memória e confusão mental, sobretudo em quem já convive com demências iniciais. A isso somam-se potenciais interações com estatinas, benzodiazepínicos e anticoagulantes, criando um cenário de atenção total para quem gerencia múltiplos fármacos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Stanford Medicine