Resultados sugerem que treino de resistência é chave para envelhecer com saúde
University at Buffalo – Nos últimos dias, pesquisadores analisaram quase 5.500 mulheres entre 63 e 93 anos e descobriram que quem apresenta mais força muscular tem risco significativamente menor de morte em oito anos de acompanhamento.
- Em resumo: Mesmo sem bater metas de atividade física, idosas fortes viveram mais.
- Vale destacar: O simples teste de pegada manual mostrou-se um preditor robusto de longevidade.
Como o teste de pegada previu a longevidade
O protocolo incluiu o grip test com dinamômetro e a sequência “sentar-levantar” repetida cinco vezes para medir velocidade. Segundo os autores, a literatura sobre saúde do idoso já associa fraqueza muscular a quedas e hospitalizações, mas o estudo reforça o impacto direto na sobrevivência.
“Higher skeletal muscle strength was associated with significantly lower all-cause mortality”, concluiu o relatório, frisando que a força parece atuar por vias diferentes da aptidão cardiorrespiratória.
Boas práticas de força para quem passou dos 60
Especialistas recomendam pelo menos duas sessões semanais de resistência moderada a intensa, priorizando movimentos funcionais como agachamentos, remadas e exercícios de empurrar. Diretrizes internacionais citam 150 a 300 min de atividade aeróbica moderada (ou 75 a 150 min vigorosa) e alertam que nutrição adequada de proteínas é decisiva para preservar musculatura e função.
Para quem não tem acesso a academia, elásticos de resistência, halteres leves e o próprio peso corporal já oferecem estímulo suficiente quando o treino é progressivo e supervisionado.
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Crédito da imagem: Divulgação / University at Buffalo