Compostos de silicone escapam do óleo do motor e já circulam de cidades a florestas
Methylsiloxanes – Pesquisadores relataram recentemente concentrações surpreendentemente altas desses poluentes de silicone flutuando no ar urbano, rural e até em reservas naturais, sugerindo que a exposição humana é constante e subestimada.
- Em resumo: Emissões veiculares parecem ser a principal fonte, graças a aditivos presentes no óleo do motor que resistem à queima.
- Vale destacar: A inalação diária pode superar a de outros vilões modernos, como PFAS e microplásticos.
De onde vêm os siloxanos que você respira?
Diferente de partículas tradicionais de trânsito, os siloxanos surgem de substâncias usadas para lubrificar e estabilizar o desempenho de motores. Ao atravessar o processo de combustão quase intactos, eles são expelidos pelo escapamento e se espalham com facilidade, alcançando áreas afastadas. De acordo com a cartilha sobre poluentes aéreos da MedlinePlus, compostos orgânicos voláteis podem penetrar profundamente nos pulmões e desencadear processos inflamatórios.
“Os seres humanos podem estar inalando quantidades de methylsiloxanes maiores do que de PFAS ou microplásticos”, alerta a equipe responsável pela descoberta.
Por que o achado importa para quem treina ao ar livre
Atletas de rua, ciclistas e corredores de parques dependem de ar limpo para desempenho cardiorrespiratório ideal. A presença onipresente dos siloxanos adiciona uma camada de risco pouco discutida. Embora ainda não existam diretrizes específicas de saúde para esses compostos, estudos preliminares associam silicone volátil a irritações das vias aéreas e possíveis efeitos endócrinos, o que pode impactar recuperação e adaptação de treino.
Além disso, o mercado de motores híbridos e elétricos tende a crescer, mas centenas de milhões de veículos a combustão permanecerão circulando na próxima década. Isso significa que a vigilância sobre aditivos lubrificantes e tecnologias de filtração pode se tornar um novo front de inovação — tanto para a indústria automotiva quanto para marcas de wearables focadas em monitorar qualidade do ar em tempo real.
O que você acha? As cidades deveriam adotar métricas de siloxanos nos painéis de qualidade do ar? Para continuar acompanhando análises sobre saúde e bem-estar, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ScienceDaily